Devaneio
Não que as lágrimas não correcem ou que dia não acontecesse lá fora ou que as palavras deixassem de fazer sentido. É que aquela sensação voltava sempre ora como um pesadelo ora com o sabor de mil desejos realizados ao mesmo tempo. Não que o mundo fizesse sentido naquele momento ou aquela distancia que eu havia percorrido não valesse a pena. Sabia que teria de percorre-la sempre a partir desse agora.
É que naquele momento todos os pontos do universo pareciam convergir pra minha cabeça trazendo todo o tipo de sensações. Sabia que voce sempre estaria lá seja como as coisas fossem. Sabia que poderia encostar no seu cabelo e sentir escorre-los pelas minhas mãos enquanto eu desejeva ser outra pessoa por que sabia que voce nunca seria minha.
Aquela tristreza de te ter pra nunca te ter me corroia fazia minhas angustias me domarem e me deixavam louco como um pássaro que via a janela aberta pela segunda vez, mas que sabia que fora daquela gaiola não seria um nada pra ninguém e que o mundo se resumiria na eterna dúvida de como tudo seria se aquela janela jamais tivesse se aberto ou se eu tivesse escolhido ficar.
Não que o desejo se resumisse a busca do eterno contato do qual nunca me via cansado de buscar ou as respostas naquelas conversas infindáveis que avançavam horas a fio que nos faziam nos perder no tempo. Era tão bom, mas me torturava. A cada gesto, má interpretação, olhar perdido, movimento corporal sabia cada vez mais da sua existencia o que me matava ainda mais.

1 Comments:
qualquer existência assim mata.
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