waiting for tomorrow

Sunday, November 05, 2006

The Smashing Pumpkins - Perfect (Live)

Just to remind

Saturday, November 04, 2006

Untitled 1

Não que eu nunca o tivera visto por um momento acompanhado de alguma pessoa. É que sempre o via buscando da sua maneira se esconder dos outros. Era extremamente recluso. Vez ou outra o via versar para si mesmo palavras que para mim não faziam o menor sentido. Era tão novo e já o via tentando encontrar a solidão ao qual os velhos encontram naturalmente quando essa hora chega para eles. Sempre o via acompanhado de pessoas. Devia ter uma rede infindável de amigos, mas sempre se podia notar no seu modo de agir que não era aquilo que havia procurado de certa forma por aquele percursso infimio de vida que tinha vivido até então.
Sempre que eu conversava com ele notava um comportamento fortuito. Nunca senti que estava dizendo realmente o que pensava ou o que sentia de verdade no fundo. Não sei se era porque não sentia nada, ou se era porque sentia as coisas em demasia. Só sei que sentia pena dele. Sempre soube que houvera navegado por mares pouco navegados. Mas de qualquer forma raramente compreendia os seus atos. A sua excessiva passividade, os momentos em que o ouvia chorar sozinho, as coisas pelas quais implicava e que pareciam ser tão insignificantes. Acho que foi a pessoa mais dificil de lidar que já conheci.
Mas foi naquele momento em o vi conversando com uma senhora que já ultrapassara os 70 anos é que notei o que realmente se passava com ele. Tinha envelhecido antes do tempo. Sabia lidar com aquela senhora melhor do que qualquer pessoa. Notava na sua conversa que parecera ter vivido tanto mais que aquele ser que já devera ter vivido tanto. Acho que foi ele que percebi como se sentia só e incompreendido o mundo havia perpassado por ele antes do tempo. Não tinha nem criado rugas ainda e já tinha uma tão calejada como um ser que estava prestes a perecer por completo.

Wednesday, November 01, 2006

Curiosidades

As vezes quando era criança gostava de me esconder no quarto. Levava pra lá todo tipo de guloseima, me enfiava no meio das cobertas e ligava a tv. Ouvia sons, via imagens e desejava estar em outro lugar. Mas como não podia me refugiava em pensamentos e fábulas que gostava de acreditar que eram só minhas, pensava que se ele estivesse aqui, talvez eu não precisasse me refugiar do mundo que me cercava. Gostava de pensar como o mundo seria bom se eu soubesse quem ele era. Me lembro que logo depois de pensar nisso ia correndo pro quarto da minha mãe chorar o porque dela nunca me dizer o porque de suas escolhas que tinham acabado me afetar tanto. Me lembro de chorar nos braços dela e pedir colo porque não aguentava mais as coisas daquela forma. Minha mãe por sua vez sempre dizia a mesma coisa:__________ __________ ________ ____ ______ _____o que não acalentava de forma alguma o frio que eu tinha lá dentro e a solidão que transbordava pelos olhos. Depois disso sempre recorria aos braços da minha vó que me lembrava, mais uma vez, que ela me entendia, mas que não podia fazer nada. Não tinha sido escolha dela.
Hoje sempre penso como as coisas poderiam ter sido diferentes e quantos fantasmas eu não precisaria ter.

Ouvindo: Aimee Mann - red vines